Lei Aldir Blanc: a mobilização que ajudou a garantir renda emergencial para a cadeia da música.
Na pandemia, a cadeia produtiva da música parou. A FREMÚSICA — frente parlamentar da qual a ANAFIMA é parte ativa — mobilizou o setor para que a renda emergencial da cultura saísse do papel: da escuta dos afetados à fiscalização da execução.
Em 2020, a pandemia interrompeu de uma vez toda a cadeia produtiva da música: shows cancelados, aulas suspensas, lojas fechadas, fabricação parada e serviços sem demanda. Para milhares de empresas, profissionais e espaços culturais, a renda simplesmente desapareceu.
A resposta legislativa veio com o PL 1.075/2020, de iniciativa parlamentar, que destinava R$ 3 bilhões em ações emergenciais ao setor cultural. Para que a proposta avançasse e chegasse a quem precisava, a FREMÚSICA — Frente Parlamentar em Defesa da Indústria da Música, da qual a ANAFIMA é parte ativa — organizou a mobilização da cadeia da música.
Entre março e agosto de 2020, essa mobilização seguiu uma sequência clara: escutar o setor, organizar as demandas, mobilizar o Congresso, acompanhar a tramitação, orientar a cadeia e fiscalizar a execução. No dia da votação na Câmara, em 26 de maio de 2020, foram 513 envios individualizados aos deputados. A Lei 14.017/2020 — a Lei Aldir Blanc — foi sancionada em 29 de junho de 2020.
Quando a música parou, a renda parou junto.
A cadeia produtiva da música vive de circulação: o show que contrata o músico, a locadora de áudio e luz, o técnico que monta o palco; a aula que sustenta o professor e movimenta a loja de instrumentos; a fábrica que produz o que o varejo vende. Em março de 2020, tudo isso parou ao mesmo tempo.
Diferentemente de outros setores, boa parte da cadeia da cultura não tinha a quem recorrer: profissionais autônomos, microempreendedores, pequenos espaços culturais e empresas de eventos ficaram sem receita e sem previsão de retorno.
O setor precisava de uma resposta emergencial — e precisava que essa resposta fosse desenhada com conhecimento de quem vive da música, para alcançar empresas, profissionais e espaços reais da cadeia.
Seis movimentos, de março a agosto de 2020.
A FREMÚSICA organizou a atuação do setor em uma sequência de trabalho contínua — da escuta dos afetados à fiscalização da execução dos recursos.
Escutar
Levantamento direto com empresas, profissionais e espaços da cadeia da música sobre o tamanho da parada: quem havia perdido renda, quanto e com que urgência.
Organizar
As demandas dispersas do setor foram consolidadas em pauta única, com dados e prioridades claras, para que o Congresso recebesse um retrato fiel da cadeia produtiva.
Mobilizar
Em 26 de maio de 2020, dia da votação do PL 1.075/2020 na Câmara, a FREMÚSICA realizou 513 envios individualizados aos deputados, levando a realidade da cadeia da música a cada gabinete.
Acompanhar
Da aprovação na Câmara à votação no Senado e à sanção da Lei 14.017/2020, em 29 de junho de 2020, o setor acompanhou cada etapa da tramitação.
Orientar
Com a lei sancionada, a mobilização passou a orientar empresas, profissionais e espaços culturais sobre como acessar a renda emergencial e os editais.
Fiscalizar
O setor seguiu atento à operacionalização e à execução dos recursos por União, estados e municípios, para que o dinheiro chegasse à ponta.
Aprovar era metade do caminho — o resto era operacionalizar.
Sancionada a Lei 14.017/2020, os R$ 3 bilhões precisavam sair do texto legal e chegar a empresas, profissionais e espaços culturais em todo o país — uma operação inédita envolvendo União, estados e municípios.
Em 16 de julho de 2020, a ANAFIMA, por seu presidente, à frente do Conselho Consultivo da FREMÚSICA, participou da reunião de operacionalização com o Ministério do Turismo, que reuniu na mesma videoconferência os entes federativos e o setor privado para destravar a execução da lei.
Em agosto de 2020 veio a regulamentação, editada pelo governo federal por meio do Decreto 10.464/2020 — e a mobilização do setor seguiu no acompanhamento da execução, orientando a cadeia e cobrando que o recurso chegasse à ponta.
Renda emergencial para a cadeia — trabalho preservado no Brasil.
A Lei Aldir Blanc levou renda emergencial a empresas, profissionais e espaços da cadeia da cultura no momento em que a atividade estava integralmente parada.
Para a cadeia da música, isso significou fôlego para atravessar a paralisação: espaços que não fecharam de vez, profissionais que puderam permanecer na atividade, empresas que preservaram estrutura e equipes para a retomada.
O resultado, no enquadramento que orienta toda a atuação da ANAFIMA, é direto: empresas e espaços culturais em condições de atravessar a crise significam trabalho e renda preservados no Brasil.
A lei nasceu de projeto parlamentar e foi construída por muitas mãos — Congresso, governo, entidades e sociedade civil. A mobilização da cadeia da música ajudou a aprová-la e a operacionalizá-la. É esse o papel de uma representação institucional: garantir que, nas decisões que afetam o setor, a realidade de quem vive da música esteja na mesa.
Como a mobilização avançou.
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Março a maio de 2020Escuta e organização do setorCom a cadeia produtiva da música parada pela pandemia, a FREMÚSICA — com a ANAFIMA como parte ativa — escuta os afetados e consolida as demandas do setor em pauta única.
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26 de maio de 2020Votação do PL 1.075/2020 na CâmaraNo dia da votação, a FREMÚSICA realiza 513 envios individualizados aos deputados, levando a realidade da cadeia da música a cada gabinete. O projeto, de iniciativa parlamentar, é aprovado.
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Junho de 2020Senado aprova a destinação de R$ 3 bilhõesO Senado Federal aprova a destinação de R$ 3 bilhões em ações emergenciais ao setor cultural, e a matéria segue à sanção.
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29 de junho de 2020Sanção da Lei 14.017/2020É sancionada a Lei Aldir Blanc, que garante renda emergencial a empresas, profissionais e espaços da cadeia da cultura.
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16 de julho de 2020Reunião de operacionalização com o Ministério do TurismoUnião, estados, municípios e setor privado na mesma videoconferência para destravar a execução da lei — com a participação da ANAFIMA pela FREMÚSICA.
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Agosto de 2020Regulamentação e execuçãoO governo federal regulamenta a lei (Decreto 10.464/2020). A mobilização do setor segue orientando a cadeia e acompanhando a chegada dos recursos à ponta.
Para conferir em registro oficial.
- Lei nº 14.017/2020 (Lei Aldir Blanc) — Planalto
- Decreto nº 10.464/2020, que regulamenta a Lei Aldir Blanc — Planalto
- Plenário analisa projeto de ações emergenciais para o setor cultural durante a pandemia — Agência Câmara de Notícias
- Sessões e votações do PL 1.075/2020 — Câmara dos Deputados
- Tramitação do PL 1.075/2020 — Senado Federal
- Senado aprova destinação de R$ 3 bilhões para o setor cultural — Agência Senado
- Sobre a Lei Aldir Blanc — Ministério do Turismo
- Lei Aldir Blanc de apoio à cultura é regulamentada pelo governo federal — gov.br
- Relatório de políticas públicas 2020, área Cultura — Tribunal de Contas da União
Quando o setor precisa, a representação faz diferença.
A ANAFIMA reúne empresas, profissionais e instituições que acreditam em representação, inteligência setorial e articulação pública para desenvolver a música no Brasil.
