Todo 21 de junho, o Brasil faz música com o mundo.
O Make Music Brasil é a versão nacional da Fête de la Musique — o maior movimento de música ao vivo do planeta. Coordenado pela ANAFIMA desde 2017, transforma ruas, praças e escolas em palco aberto, de graça, no dia mais longo do ano. Mas é também a ponta de uma estratégia maior: levar a música para dentro da escola pública brasileira — onde a lei manda, mas a aula nunca chegou.
Música que ocupa a cidade — e pertence a todos.
Criada em 1982 na França como Fête de la Musique, a celebração se tornou global: hoje acontece em mais de 120 países e 2.000 cidades, sempre em 21 de junho. A regra é simples e radical — qualquer pessoa pode tocar, em qualquer espaço público, de graça, para qualquer público.
No Brasil, a ANAFIMA assumiu a coordenação nacional em 2017 sob a marca Make Music / Dia de Fazer Música. Em poucos anos, o movimento se espalhou por 693 municípios, com uma rede de 26 coordenadores regionais — uma das maiores mobilizações de música ao vivo da América Latina.
Uma mobilização nacional.
Alcance construído ano após ano, do litoral ao interior, conectando a indústria da música com o músico, a escola e o município.
Do mesmo dia, em todo o planeta.
A Fête de la Musique é o maior evento de música ao vivo do mundo. O Brasil entrou nesse mapa pela coordenação da ANAFIMA — e segue crescendo.
Capilaridade que poucas mobilizações culturais alcançam
O Brasil tem 5.570 municípios. O Make Music já chegou a 693 deles — e cada nova cidade significa mais palcos abertos, mais músicos em atividade e mais economia local movimentada pela música.
A lei garante a música na escola. A realidade, não.
Há mais de quinze anos a legislação torna a música obrigatória na educação básica. Na prática, a maioria das escolas brasileiras nunca teve uma aula de música de verdade — faltam professores, instrumentos e uma política que saia do papel. É essa distância entre a lei e a sala de aula que a ANAFIMA decidiu enfrentar.
A lei que reabriu a porta
A Lei nº 11.769/2008 tornou o ensino de música conteúdo obrigatório do componente Arte na educação básica. No papel, a música voltava para a escola depois de décadas de ausência.
A diluição na BNCC
A Lei nº 13.278/2016 e, em seguida, a Base Nacional Comum Curricular transformaram a música em uma entre quatro linguagens da Arte — sem exigir professor especialista. A obrigatoriedade conquistada se dissolveu na prática.
A lacuna que persiste
A maior parte das redes públicas ainda não oferece ensino musical regular. Sem estrutura, formação e instrumentos, o direito previsto em lei não chega à criança — e o país perde a base de formação musical que sustenta toda a cadeia da música.
Onde a política emperrou, a ANAFIMA agiu.
Em vez de esperar a regulamentação avançar, a entidade abriu duas frentes concretas para colocar a música dentro da escola — articulando indústria, poder público e território.
Convênio com o MEC: música no Educação Conectada
Ainda no governo Temer, a ANAFIMA firmou um acordo com o Ministério da Educação para inserir a música no Programa de Inovação Educação Conectada — usando a própria estrutura federal para levar conteúdo e formação musical à rede pública. Foi o primeiro passo para transformar a obrigatoriedade legal em presença real na escola.
Experimentação nas escolas, no modelo do DEMOS
Inspirada no DEMOS — o programa francês de educação musical e orquestral de vocação social da Philharmonie de Paris —, a ANAFIMA estruturou um projeto de vivência musical: instrumento na mão da criança e prática coletiva desde o primeiro dia, não a teoria antes da música. Os resultados nas escolas participantes superaram a expectativa.
A música na escola não é luxo. É desenvolvimento.
Cada edição do Make Music aproxima crianças e jovens de um instrumento pela primeira vez. E a ciência é clara sobre o que isso produz — base da inteligência que a ANAFIMA reúne para defender a música como política pública.
Cognição e aprendizado
Tocar um instrumento ativa memória, atenção e coordenação. Estudos reunidos pela ANAFIMA mostram o efeito da prática musical no desenvolvimento e na saúde — evidência que sustenta a pauta da música nas escolas.
Estudo: impactos na saúde ↗Saúde mental e pertencimento
Fazer música em grupo cria vínculo, reduz isolamento e dá sentido coletivo. Em praças e escolas, o Make Music transforma o espaço público em lugar de encontro entre gerações.
Estudo: saúde mental e música ↗Inclusão de verdade
O movimento é, por princípio, aberto: qualquer pessoa toca, em qualquer lugar, de graça. Iniciativas com a APAE e escolas levam a experiência musical a quem normalmente fica de fora dos circuitos culturais.
Participe na sua cidade ↗A ANAFIMA representa quem fabrica, importa, distribui e ensina música no Brasil. Levar um instrumento à mão de uma criança hoje é formar o músico, o professor e o consumidor de amanhã. O Make Music é, ao mesmo tempo, celebração cultural e investimento no futuro do setor — por isso a indústria o sustenta.
Os municípios que já fizeram música.
Cidades onde músicos, lojas, escolas de música, instituições ou o próprio poder público registraram inscrições no Dia de Fazer Música. Do mapa oficial do movimento — e crescendo a cada 21 de junho.
- Alagoinhas
- Almirante Tamandaré
- Americana
- Ananindeua
- Angra dos Reis
- Aparecida de Goiânia
- Aracaju
- Arapiraca
- Araraquara
- Araucária
- Araxá
- Araçatuba
- Armação dos Búzios
- Assis
- Atibaia
- Balneário Camboriú
- Barbacena
- Barbalha
- Barcarena
- Barracão
- Barueri
- Bauru
- Belford Roxo
- Belo Horizonte
- Belém
- Bento Gonçalves
- Betim
- Blumenau
- Boa Vista
- Bom Jesus do Sul
- Boquira
- Botucatu
- Brasília
- Brusque
- Búzios
- Cabo Frio
- Cachoeira Paulista
- Cachoeiro de Itapemirim
- Caicó
- Camaçari
- Campina Grande
- Campinas
- Campo Grande
- Campos dos Goytacazes
- Canoas
- Carapicuiba
- Caruaru
- Cascavel
- Cataguases
- Catanduva
- Catanduvas
- Caucaia
- Caxias do Sul
- Caçador
- Chapecó
- Colombo
- Concordia
- Conde
- Contagem
- Cotia
- Crato
- Cuiabá
- Curitiba
- Curitibanos
- Diadema
- Dionísio Cerqueira
- Divinopolis
- Dourados
- Duque de Caxias
- Embu das Artes
- Esteio
- Eunapolis
- Fazenda Rio Grande
- Feira de Santana
- Florianopolis
- Fortaleza
- Foz do Iguaçu
- Francisco Beltrão
- Goiânia
- Gravataí
- Guaruja
- Guarulhos
- Guaíra
- Hortolândia
- Ibiporã
- Ibirité
- Ilhéus
- Indaiatuba
- Itabuna
- Itaguajé
- Itanhaém
- Itapecerica da Serra
- Itapetininga
- Itapevi
- Itaquaquecetuba
- Itu
- Jaboatão dos Guararapes
- Jaguaquara
- Jaraguá do Sul
- Jati
- Jaú
- Ji-Paraná
- Joaçaba
- Joinville
- João Pessoa
- Juazeiro
- Juazeiro do Norte
- Juiz de Fora
- Jundiaí
- Lages
- Lajeado
- Lauro de Freitas
- Limeira
- Londrina
- Macapá
- Macaé
- Maceió
- Manaus
- Mandaguaçu
- Marabá
- Maracanaú
- Maricá
- Maringá
- Marmeleiro
- Marília
- Mauá
- Medianeira
- Mogi das Cruzes
- Montes Claros
- Natal
- Niterói
- Nova Friburgo
- Nova Iguaçu
- Nova Lima
- Novo Hamburgo
- Olinda
- Osasco
- Ouro Preto
- Palhoça
- Palmas
- Paranaguá
- Parnamirim
- Passo Fundo
- Pato Branco
- Paulista
- Pelotas
- Petrolina
- Petrópolis
- Pindamonhangaba
- Piracicaba
- Poa
- Pocos de Caldas
- Ponta Grossa
- Porto Alegre
- Porto Seguro
- Porto Velho
- Pouso Alegre
- Praia Grande
- Presidente Prudente
- Realeza
- Recife
- Ribeirão Preto
- Rio Claro
- Rio das Ostras
- Rio de Janeiro
- Rolândia
- Salvador
- Santa Cruz do Sul
- Santa Maria
- Santarém
- Santo André
- Santos
- Sao Caetano do Sul
- Sarandi
- Sete Lagoas
- Sobral
- Sorocaba
- Suzano
- São Bernardo do Campo
- São Carlos
- São Fidélis
- São Gonçalo
- São José
- São José do Rio Preto
- São José dos Campos
- São José dos Pinhais
- São Luís
- São Paulo
- São Tomé
- São Vicente
- Taboão da Serra
- Tapejara
- Taubate
- Teixeira de Freitas
- Teresina
- Toledo
- Uberaba
- Uberlândia
- Umuarama
- União da Vitória
- Uruguaiana
- Valinhos
- Varginha
- Vila Velha
- Vitoria da Conquista
- Vitória
- Viçosa
- Volta Redonda
Nenhum município encontrado com esse nome.
De Paris ao Brasil inteiro.
Nasce a Fête de la Musique
O Ministério da Cultura da França cria a celebração: música gratuita, ao vivo, em todo espaço público, no solstício de verão.
A música volta a ser obrigatória no Brasil
A Lei nº 11.769 torna o ensino de música conteúdo obrigatório na educação básica — o marco legal que a ANAFIMA passaria a defender e a fazer cumprir.
ANAFIMA assume o Make Music e firma o convênio com o MEC
A entidade passa a coordenar o movimento no Brasil e, no mesmo período, firma acordo com o Ministério da Educação para inserir a música no Programa Educação Conectada.
Da rua à sala de aula
693 municípios fazendo música a cada 21 de junho e um projeto de experimentação musical nas escolas, no modelo francês do DEMOS, em parceria com prefeituras e organizações sociais.
Quem faz a música chegar: prefeituras, escolas e ONGs.
O alcance não acontece de Brasília. Ele acontece quando a prefeitura abre a escola, a secretaria mobiliza a rede e a organização social abre a porta da comunidade. Adesão gratuita, sem licitação, com kit pronto — é essa malha local que transforma lei e convênio em instrumento na mão da criança.
Cada cidade entrou pelo caminho que fazia sentido.
Pindamonhangaba · SP
25 escolas e cerca de 7.500 alunos em apresentações, oficinas e ações musicais, vinculadas ao fomento da cultura local pela Secretaria de Educação.
Prefeitura de Pindamonhangaba · 2024Foz do Iguaçu · PR
32 unidades de ensino — escolas, CMEIs e unidades conveniadas — além da Fundação Cultural, conectando educação, cultura e turismo numa cidade de fronteira.
Prefeitura de Foz do Iguaçu · 2023Londrina · PR
20 unidades dentro do Programa Vencer, com nove modalidades — musicalização, canto coral, dança, teatro, capoeira e circo — integradas à rede municipal.
Prefeitura de Londrina · 2024A ANAFIMA aporta o método, a articulação com o MEC e a ponte com a indústria que fornece os instrumentos. A prefeitura cede a escola e o tempo de aula; a secretaria mobiliza a rede. Organizações sociais e instituições de inclusão — como a APAE — levam a vivência a quem normalmente fica fora dos circuitos culturais. Juntos, formamos uma rede que faz a política pública chegar ao chão da sala e cria, desde a infância, o músico, o professor e o público que sustentam toda a economia da música.
Faça da sua cidade um palco.
Artistas, escolas, espaços e prefeituras: o Make Music é aberto a todos. Saiba como participar da próxima edição — e conheça quem sustenta o movimento que leva música a todo o Brasil.

